Histórico da escola

Elaborar e manter um registro da historicidade da escola é muito importante, pois segundo Lombardi (2005, p.184): “a escola é formadora dos seres sociais de que a sociedade necessita [...] é ela a responsável pela socialização das informações e ideologias que cimentam todo constructo social; é ela a responsável pela transmissão dos saberes produzidos e acumulados pela sociedade, etc.”, portanto é através da história que podemos entender que “ a escola que temos é produto da ação concreta e objetiva de homens e que, portanto, é passiva de transformação pela ação dos próprios homens.” (LOMBARDI, 2005, p.184).

Após a crise cafeeira, a partir da década de 50,no município de Mogi Guaçu inicia-se a fase de industrialização, com a criação de diversas industrias cerâmicas houve um aumento populacional bastante acentuado. Como no município haviam apenas duas escolas, a criação de uma nova escola era premente e para atender a demanda de alunos oriundos do Bairro da Capela e suas imediações, em 13/12/1961, durante o mandato do prefeito Altino Martini, do governador do estado, Carvalho Pinto e na transição do governo federal entre Juscelino Kubitschek e Jânio Quadros, foi criado o Grupo Escolar do Bairro da Capela do Rosário, que foi instalada em 12/02/1962 com 24 classes de 1ª á 4ª série.

Em 1964 a escola passou a ser denominada Grupo Escolar “Profª Maria Julia Bueno”, em 1976 foi transformada em E.E.P.G (Escola Estadual de Primeiro Grau) .Profª Maria Julia Bueno de acordo com a LDB 5692/71 passando a ter classes de 1ª à 8ª séries.

Em reconhecimento a sua bondade e aos vários anos dedicados em prol à educação do povo guaçuano, o nome da Profª Maria Julia Fonseca de Oliveira Bueno, falecida em 1940, foi indicado como patronesse da escola do Bairro da Capela do Rosário.

Em 1998 com a extinção da nomenclatura de 1º e 2º graus, após a LDB 9394/96 que passou a dividir o ensino em Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio a escola passou a ser denominada apenas E.E. (Escola Estadual) Profª Maria Julia Bueno, passando pela reorganização da rede estadual de ensino (onde os alunos  das escolas foram separados por faixa etária e em Ciclo I e Ciclo II do Ensino Fundamental) a escola passou a atender somente alunos do Ciclo I,  ou seja, 1ª a 4ª séries, a política educacional do governo estadual da época pretendia adequar as carteiras ao tamanho dos alunos e também implantar as “Salas Ambientes”, que deveriam ser utilizadas conforme a disciplina, onde os alunos trocariam de sala e não o professor. As salas de aula deveriam ser equipadas com material exclusivo da disciplina.

Na maioria das escolas do estado esta experiência não foi bem sucedida, principalmente devido a imensa rotatividade de professores, quantidade insuficiente de salas, a depredação do material pelos alunos, a dificuldade na montagem dos horários de aulas, onde muitas vezes professores de disciplinas diversas tinham que ocupar a mesma sala e devido a tantos outros problemas este projeto de Salas Ambiente não teve êxito.

Em 22 de janeiro de 2.007 a escola foi  municipalizada, isto é, passou a ser mantida pelo município e não mais pelo poder estadual, de acordo com os convênios FUNDEF e FUNDEB como já previa a LDBEN. Houve troca de professores, de funcionários, de estrutura de organização do ensino, que passou a ser de nove anos, permitindo a entrada de alunos com seis anos de idade no Ensino Fundamental, a primeira série foi dividida em 1º e 2º ano  que é chamado de  Ciclo de Alfabetização e as demais séries (2ª à 4ª série) passaram a ser chamadas de 3º ano, 4º ano e 5º ano.